Os lados direito e esquerdo do corpo

Na visão da Leitura Corporal, os impulsos emanados do SER seguem uma tendência específica de distribuição no Corpo Físico, permitindo o estabelecimento de referências básicas na interpretação dos sintomas. A divisão direito-esquerda é um dos parâmetros que orienta esse pensamento.

O lado direito do corpo, diretamente relacionado ao hemisfério cerebral esquerdo, constitui o campo de representação da atividade Yang (o princípio masculino do psiquismo). Expressa o “Eu Guiado pela Razão e o Eu Produtivo”, e processa e estimula as interações entre o indivíduo e o mundo social.

Já o lado esquerdo do corpo, com funções ordenadas principalmente pelo hemisfério cerebral direito, concentra os fluxos e as atividades animados pela força Yin (o princípio feminino do psiquismo), e manifesta o “Eu Guiado pela Emoção e o Eu Receptivo”. É o campo que reúne as ações ligadas ao desenvolvimento da relação consigo mesmo, e que trabalha, primariamente, com as questões relacionadas ao universo particular de cada indivíduo.

Assim, enquanto as manifestações do lado direito do corpo tratam as dificuldades que possam existir entre o indivíduo e seu poder de produção, efetivação e concretização referentes ao mundo externo, o lado esquerdo cuida das relações entre o indivíduo com seu mundo interno, sua constituição emocional, seus quereres e sua sensibilidade.

O joelho, por exemplo, é para a Leitura Corporal a articulação que sustenta os processos de reconhecimento e valorização das qualidades pessoais. Enquanto o joelho direito atua na identificação das diferenças entre as características próprias e as particularidades do jeito de ser do outro, equilibrando a comparação de si com o externo, o joelho esquerdo estimula a auto-observação e o reconhecimento das mudanças comportamentais, dos valores e dos interesses que acompanham o processo de evolução pessoal.

Portanto, ao buscar o significado de um sintoma, observe de que lado ele se manifesta. É mais uma ajuda do corpo para identificarmos nossas questões, para aprofundarmos o autoconhecimento, e assim  aprimorar nosso mais precioso instrumento de cura: nós mesmos!