Doença sistêmica: despadronizar comportamentos  

A condição inerente e natural ao processo da vida é a mudança. Os corpos físicos e sutis do Ser Humano, em consonância com o universo, se movem continuamente, modificando-se em seus anseios, sentires, pensamentos, assim como em seus órgãos, tecidos e no interior de cada célula.

Nesse fluxo ininterrupto de movimento, é papel dos ossos, em especial os ossos planos, estruturar os comportamentos mais adequados às emoções e ao sentimento de cada hora e de cada situação. Ainda que a posse de um “gabarito” de formas de agir tenha o seu lugar, já que a vida em sociedade necessita de referências de atuação frente a determinadas situações, os ossos trabalham para que tais padrões sejam apenas norteadores, e não inibidores da expressão autêntica. Afinal, a partir de um mesmo molde, são muitas as possibilidades de variações.

Quando um comportamento habitual é vivido como uma lei inquestionável, o corpo pode produzir uma doença sistêmica, cuja proposta é deslocar o indivíduo da rigidez do conhecido, mobilizando sua entrega às mudanças geradas pelo movimento natural da vida. Através do enfraquecimento dos mecanismos de autorregulação orgânica, o corpo se esforça para que o indivíduo estruture para si uma nova dinâmica vital, que considere a verdade de cada momento e permita o experimento do novo.

Para a fluência da vida, só é interessante repetir um movimento quando se está aprendendo sobre ele. Depois de aprendido, aplicado, experimentado e conhecido, já é hora de ampliar, de fazer diferente, de inventar moda!